NINGUÉM SE TOCOU QUE PROPOSITALMENTE ERREI SOBRe QUEM ENCONTROU A MENSAGeM, A LINGUAGEM É BEM CLARA DE D. VICENTE DE CORDOVA e D. Waldir não participou da fase na qal documento foi inventado.
A propóśito, quem comenta o documento é D. Wagner
Caros,
Há histórias fictícias, como a que os merovíngios inventaram para produzir um sincretismo germanico-cristão de linhagem divina sobre sua descendência de Jesus e Maria Magdalena que de tão velhas acabam sendo edescobertas às vezes e valorizadas pela antiguidade.
Vasculhando arquivos empoeirados e caixas e caixas de arquivos encontrei esta postagem de D. Waldir, um dos monarcas açorianos acometido do sebastianismo que ronda a coroa, de novembro de 2003, o que por si só o torna uma antiguidade. Mas o documento faz alusão a seu encontro da primeira ordenação real açoriana, de 1998, onde já estava consagrada nossa vocação para a História Fictícia de alta qualidade, envolvendo criatividade e pesquisa histórica, como fez tào bem D. Vicente, outro de nossos monarcas sebastianistas.
segue a íntegra da mensagem de D. Waldir
"Senhores,
Há alguns dias eu tinha achado nos meus arquivos a primeira Ordenação Real da história açoriana. Confesso que nem li direito, pois estava trabalhando em outra coisa. Quando fui tentar ler, surpresa inicial: não consegui achá-la. Ela tinha se perdido novamente no meio dos meus mais de 10.000 arquivos sobre o R.U dos Açores.
Desde então estava procurando. Finalmente consgui achar, em um subdiretório dos mais improváveis, e aí que vem a supresa maior: a primeira ordenação é o ato constitutivo do próprio Reino Unido (ainda chamado "Reino dos Açores"). Posso estar enganado, mas é o documento "fundador" mais antigo do micronacionalismo lusófono. Claro, qualquer um pode inventar um documento de fundação mais antigo do que esse (que é do primeiro semestre de 1998), mas esse nosso é realmente original, ainda em formato Word 6.0.
Essa O.R é muito interessante. Além da criação do "Reino dos Açores", ela aponta os primeiros ducados que nós criamos: Tejo, Cádiz, Campos e Granada. Nessa época ainda não existiam condes e arquiduques, mas apenas baronatos e ducados. Outro ponto interessante é o espírito "anti-lusitano", colocado aí artificialmente para dar o "clima da independência, de uma independência conquista nos campos de batalha". Tem também vários atos administrativos iniciais...ou seja, vale a pena uma lida.
Mas eu não achei somente isso. Achei um muy engraçado relato da Batalha de Santa Maria (a batalha da independência), escrito em um Português que pretendia emular a língua escrita do Séc. XV-XVI (época do descobrimento e início do povoamento dos Açores). Eu me lembro até de como isso foi feito: pegamos um texto antigo, da época, e retiramos 30 ou 40 palavras, e escrevemos esse relato com elas.
Por fim, temos um fragmento vindo das catacumbas dos templários. É pequeno, mas achei interessante. A Ordem Templária Restaurada sempre foi algo muito misterioso (até para mim :-). Era misto de polícia secreta, ordem religiosa, centro de conspirações e grupo literário (!). Como hoje, sempre foi algo meio indefinido. E essa foi uma das poucas coisas que eu achei da OTR nos meus arquivos.
Bem, vão abaixo os documentos (os títulos dos dois últimos documentos foram colocados agora, não são da época). Vejam que interessante....
Ordenações Cordovinas (O.R. I)
Artigo I
O povo das ilhas açorianas, com o apoio de Deus Nosso Senhor, invoca o princípio da autoderminação dos povos, e proclama sua independência completa e definitiva da República Portuguesa. As Ilhas de São Miguel, Terceira, Graciosa, Pico, Faial, Flores, Corvo, São Jorge e Santa Maria passam a compor o território nacional do Reino dos Açores.
Artigo II
Nenhum cidadão português poderá ocupar cargo governamental ou receber título nobiliárquico.
Artigo III
Todo aquele que tramar a favor da restauração do domínio colonial português será executado ou desterrado. Caberá ao Rei e aos seus tribunais o julgamento de todas as questões legais do Reino.
Artigo IV
A base militar americana localizada na Ilha de Santa Maria será nacionalizada e transformada em Aeroporto Civil do Reino dos Açores.
Artigo V
O Porto de Angra do Heroísmo será nacionalizado. Instalar-se-á uma junta aduaneira no antigo prédio da Agência Ultramarina de Portugal.
Artigo VI
A Assembléia dos Açores está extinta. Em seu lugar deverá ser instituída a Assembléia Nacional Constituinte. O Poder Judiciário será preservado, mas o colegiado supremo será escolhido por SMR o Rei dos Açores.
Artigo VII
Conceder-se-á aos nacionais do Reino títulos nobiliárquicos nos graus de Barão e Duque, de acordo com o mérito e o desejo da Coroa. Os Ducados existentes são: Tejo, Cádiz, Granada e Campos.
Sua Majestade Real
Rei dos Açores et
Protector do Atlântico
Álvaro de Córdova
Encontrado no Arquivo da Torre do Tomo
Relato de uma Batalha
No Año de MCMXCVIII Dom Córdova I proclamou ha independencia dos Açores. Suas IX ylhas seguiram El-Rey y deram huu basta na dominaçã por Lixbõa. Forom batalhas memoraveys, donde se deu na última ha surpreendente derrota da marinha portuguesa. Cõ hua nau ho proprio Dom Córdova combateu nesta decisiva batalha a q deram o nome de Batalha de Sancta Maria, por ter ocorrido proximo a ylha de mesmo nome, ãtiga Ylha de Sam Gonçalo.
Dom Cordoua porem nõ reynou muyto tempo, morreu atacadado por forte moléstia, provavelmente influenza. Muytos dizem q El-Rey fora assassinado, mas tais relatos nõ merecem confiança por serem baseados na saudade eh tristeza do povo açoriano.
Dom Cordoua era filho do nobre Dom Jose Tavares, açoriano q caiu em desgraça com a subida de Salazar ao poder portugues. Mesmo com ha morte de Salazar e a derribada de seu governo, Dom José preferiu continuar no exilio em Brasil, pesar meo triste com ha distãcia dos Açores. Córdova I nõ era açoriano eh si del-Brasil. Porem, sendo filho de Dom José, fora muy bem acolhido em Açores, cõ todas has honras devidas ha seu pay muy nobre.
Cordoua I esta enterrado em Sancta Maria, em lo cemiterio de Sam Carlos, donde se pode acendê hua vella para fazê homenagem ao libertador.
Encontrado na Biblioteca do Castelo de Santa Maria
Fragmento de um Pergaminho
(...) Não era mau sujeito. Roubara algumas vezes, mas nunca fora pego. Brigara um pouco, mas nunca tinha saído muito machucado. Sua devassidão também não passava muito da devassidão nossa do dia-a-dia. Não era mau sujeito mesmo. Porém, o fato é que tinha matado alguém agora, coisa bem diferente de afanar uns trocados na Rua Grande ou de espancar um desafeto (...)
Dos arquivos da Ordem Templária Restaurada
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