Busca nos Açores

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Partido DOS Açores


Caros,

Falando mais sério agora e estando um pouco menos "malvado" queria fazer algumas considerações sobre esta questão partidária nos Açores.

Em primeiro lugar queria falar do partido que me pareceu mais injustiçado na afirmação de que tal ou qual partido é o partidos DOS Açores, que foi a meu ver o Microsoc.
Demonstrando respeito tanto pela história dos Açores quanto pela nossa politização e status específico o Microsoc esteve aqui apresentando suas idéias, discutindo, apresentando seu ponto de vista e dialogando, além de ter participado de discussões importantes aqui, conversando tanto publicamente quanto privadamente com diversos cidadãos. Agiu de forma política tentando nos persuadir ao invés de fazer spam só trocando o nome da "província" em cada lista regional.
O Microsoc já tinha o meu respeito e é com muita satisfação que privei da amizade com uma das pessoas que mais fez, se não foi a que mais fez, pela cultura no Micronacionalismo como um todo, Polonio de MInsk, que foi um dos fundadores do Microsoc (que por sinal até onde eu tenho notícia é o único não açoriano homenageado aqui - espero que tenhamos motivo para que seja apenas o primeiro). Sua conduta política e não politiqueira reforçou minha boa impressão e estou certo que em momentos nos quais não for mais necessária uma "ampla frente" o micro-socialismo tende a conquistar seu espaço nos Açores (até porque muitas das suas grandes e tradicionais bandeiras já fazem parte da constituição açoriana).
Em menor grau, mas também através de forma política a Arena também veio aqui discutir conosco, expor suas idéias não só através de contatos pessoais, mas também de forma pública, ainda que sem a ênfase dada pelo Microsoc.
O PSD que foi a opção da esmagadora maioria dos açorianos tem uma longa história de bom relacionamento com os Açores e individualmente com diversos de seus cidadão, tinha também uma forte identidade com o PDC em termos programáticos e sempre foi por conta destas questões o caminho visto como natural. Acabou sendo, por conta de sua postura, visto como o caminho natural pelo outro partido açoriano -  o Partido Conservador - tanto pela forte tendência dos açorianos de cerrar fileiras e buscar a unidade quando se atravessa um momento difícil como pelo enfoque equilibrado do PSD.
Quanto aos demais partidos reuniãos, cmo se limitaram ao spam penso que é necessário não dar a eles a mesma importância que dou às demais mensagens de spam porque para mim a política definitivamente nòa é um produto, ma sum proceso de convencimento e troca de idéias.


Sh. Hilal Iskandar, FCCR
Um açoriano malvado



Sheikh Hilal Iskandar, FCCR

Barão das Oliveiras
 email: hilal@poderdapalavra.com.br Blog: www.poderdapalavra.com.br MSN ensaio@terra.com.br Google Talk: hilaliskandar@gmail.com 

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Restaurante João IV: pratos do dia

Pratos principais de hoje: - Touro Flambée - Pato Lasqueado à moda imperial Prato light do dia,sem calorias nem conteúdo: - Cabeça de repolho à moda

sábado, 23 de maio de 2009

Restaurante D. Joao IV - Prato do dia

Segue o menu para hoje: - Dodô com batatas ao murro - Quiesling empalado Ou se preferir um prato light, sem calorias nem conteúdo peça uma porçào: - Miolos de babuíno

CComo chamar alguém de FDP heraldicamente...

Interessante saber que se quiser chamar alguém de FDP com luva de pelica e ainda obter agradecimentos é só fazer o em do escudo dele voltado pra esquerda... Um dia ainda preciso usar isto, rsss
Alguma figura misteriosa passou pela taberna e me deixou um envelope com esta foto e as perguntas: Quem é? Quem parece? Não vale pontos no Quiz Açores, mas nào deixa de ser uma boa pergunta. Dicas: ficou tão famoso pela sua ao que seu nome virou adjetivo político, nada pejorativo.

Bem do fundodo Baú: O primeiro documento açoriano

NINGUÉM SE TOCOU QUE PROPOSITALMENTE ERREI SOBRe QUEM ENCONTROU A MENSAGeM, A LINGUAGEM É BEM CLARA DE D. VICENTE DE CORDOVA e D. Waldir não participou da fase na qal documento foi inventado. A propóśito, quem comenta o documento é D. Wagner Caros, Há histórias fictícias, como a que os merovíngios inventaram para produzir um sincretismo germanico-cristão de linhagem divina sobre sua descendência de Jesus e Maria Magdalena que de tão velhas acabam sendo edescobertas às vezes e valorizadas pela antiguidade. Vasculhando arquivos empoeirados e caixas e caixas de arquivos encontrei esta postagem de D. Waldir, um dos monarcas açorianos acometido do sebastianismo que ronda a coroa, de novembro de 2003, o que por si só o torna uma antiguidade. Mas o documento faz alusão a seu encontro da primeira ordenação real açoriana, de 1998, onde já estava consagrada nossa vocação para a História Fictícia de alta qualidade, envolvendo criatividade e pesquisa histórica, como fez tào bem D. Vicente, outro de nossos monarcas sebastianistas. segue a íntegra da mensagem de D. Waldir "Senhores, Há alguns dias eu tinha achado nos meus arquivos a primeira Ordenação Real da história açoriana. Confesso que nem li direito, pois estava trabalhando em outra coisa. Quando fui tentar ler, surpresa inicial: não consegui achá-la. Ela tinha se perdido novamente no meio dos meus mais de 10.000 arquivos sobre o R.U dos Açores. Desde então estava procurando. Finalmente consgui achar, em um subdiretório dos mais improváveis, e aí que vem a supresa maior: a primeira ordenação é o ato constitutivo do próprio Reino Unido (ainda chamado "Reino dos Açores"). Posso estar enganado, mas é o documento "fundador" mais antigo do micronacionalismo lusófono. Claro, qualquer um pode inventar um documento de fundação mais antigo do que esse (que é do primeiro semestre de 1998), mas esse nosso é realmente original, ainda em formato Word 6.0. Essa O.R é muito interessante. Além da criação do "Reino dos Açores", ela aponta os primeiros ducados que nós criamos: Tejo, Cádiz, Campos e Granada. Nessa época ainda não existiam condes e arquiduques, mas apenas baronatos e ducados. Outro ponto interessante é o espírito "anti-lusitano", colocado aí artificialmente para dar o "clima da independência, de uma independência conquista nos campos de batalha". Tem também vários atos administrativos iniciais...ou seja, vale a pena uma lida. Mas eu não achei somente isso. Achei um muy engraçado relato da Batalha de Santa Maria (a batalha da independência), escrito em um Português que pretendia emular a língua escrita do Séc. XV-XVI (época do descobrimento e início do povoamento dos Açores). Eu me lembro até de como isso foi feito: pegamos um texto antigo, da época, e retiramos 30 ou 40 palavras, e escrevemos esse relato com elas. Por fim, temos um fragmento vindo das catacumbas dos templários. É pequeno, mas achei interessante. A Ordem Templária Restaurada sempre foi algo muito misterioso (até para mim :-). Era misto de polícia secreta, ordem religiosa, centro de conspirações e grupo literário (!). Como hoje, sempre foi algo meio indefinido. E essa foi uma das poucas coisas que eu achei da OTR nos meus arquivos. Bem, vão abaixo os documentos (os títulos dos dois últimos documentos foram colocados agora, não são da época). Vejam que interessante....
Ordenações Cordovinas (O.R. I)
Artigo I
O povo das ilhas açorianas, com o apoio de Deus Nosso Senhor, invoca o princípio da autoderminação dos povos, e proclama sua independência completa e definitiva da República Portuguesa. As Ilhas de São Miguel, Terceira, Graciosa, Pico, Faial, Flores, Corvo, São Jorge e Santa Maria passam a compor o território nacional do Reino dos Açores.
Artigo II
Nenhum cidadão português poderá ocupar cargo governamental ou receber título nobiliárquico.
Artigo III
Todo aquele que tramar a favor da restauração do domínio colonial português será executado ou desterrado. Caberá ao Rei e aos seus tribunais o julgamento de todas as questões legais do Reino.
Artigo IV
A base militar americana localizada na Ilha de Santa Maria será nacionalizada e transformada em Aeroporto Civil do Reino dos Açores.
Artigo V
O Porto de Angra do Heroísmo será nacionalizado. Instalar-se-á uma junta aduaneira no antigo prédio da Agência Ultramarina de Portugal.
Artigo VI
A Assembléia dos Açores está extinta. Em seu lugar deverá ser instituída a Assembléia Nacional Constituinte. O Poder Judiciário será preservado, mas o colegiado supremo será escolhido por SMR o Rei dos Açores.
Artigo VII
Conceder-se-á aos nacionais do Reino títulos nobiliárquicos nos graus de Barão e Duque, de acordo com o mérito e o desejo da Coroa. Os Ducados existentes são: Tejo, Cádiz, Granada e Campos.
Sua Majestade Real Rei dos Açores et Protector do Atlântico Álvaro de Córdova Encontrado no Arquivo da Torre do Tomo
Relato de uma Batalha
No Año de MCMXCVIII Dom Córdova I proclamou ha independencia dos Açores. Suas IX ylhas seguiram El-Rey y deram huu basta na dominaçã por Lixbõa. Forom batalhas memoraveys, donde se deu na última ha surpreendente derrota da marinha portuguesa. Cõ hua nau ho proprio Dom Córdova combateu nesta decisiva batalha a q deram o nome de Batalha de Sancta Maria, por ter ocorrido proximo a ylha de mesmo nome, ãtiga Ylha de Sam Gonçalo. Dom Cordoua porem nõ reynou muyto tempo, morreu atacadado por forte moléstia, provavelmente influenza. Muytos dizem q El-Rey fora assassinado, mas tais relatos nõ merecem confiança por serem baseados na saudade eh tristeza do povo açoriano. Dom Cordoua era filho do nobre Dom Jose Tavares, açoriano q caiu em desgraça com a subida de Salazar ao poder portugues. Mesmo com ha morte de Salazar e a derribada de seu governo, Dom José preferiu continuar no exilio em Brasil, pesar meo triste com ha distãcia dos Açores. Córdova I nõ era açoriano eh si del-Brasil. Porem, sendo filho de Dom José, fora muy bem acolhido em Açores, cõ todas has honras devidas ha seu pay muy nobre. Cordoua I esta enterrado em Sancta Maria, em lo cemiterio de Sam Carlos, donde se pode acendê hua vella para fazê homenagem ao libertador. Encontrado na Biblioteca do Castelo de Santa Maria
Fragmento de um Pergaminho
(...) Não era mau sujeito. Roubara algumas vezes, mas nunca fora pego. Brigara um pouco, mas nunca tinha saído muito machucado. Sua devassidão também não passava muito da devassidão nossa do dia-a-dia. Não era mau sujeito mesmo. Porém, o fato é que tinha matado alguém agora, coisa bem diferente de afanar uns trocados na Rua Grande ou de espancar um desafeto (...) Dos arquivos da Ordem Templária Restaurada

O babuino voltou!

Antigamente os paples eram melhores!

Do fundo do baú: o concílio de julho de 2003 convocado por D. Cordova III - da época em que nào se tinha pressa

Caros,
Mais um documento importante da história açoriana, frente à crise dinástica gerada pelas dificuldades macronacionais de D. Córdova, convocando o concílio para a esclha de um novo rei e estabelecedo as regras:


 
PRONUNCIAMENTO À NAÇÃO AÇORIANA DE
SMR CÓRDOVA III
PODER FEDERALISTA DO R.U. DOS AÇORES
 



 



 



Cidade Douro, 22 de julho de 2003



 

 



Cidadãos do Nosso Reino Unido,

Nobres Açorianos,

 

No dia 15 de julho o meu reinado completou 4 anos. Pertenço a primeira leva de imigrantes açorianos, ausentes hoje mas ainda celebrados pela grande contribuição que deram ao país no seu primeiro momento de vida independente.  Mais do que barões, condes ou políticos, acredito que nós fomos carpinteiros. Construímos esse país a partir de uma idéia.

Legamos às gerações vindouras grandes obras estruturais, uma tradição democrática e um modelo federalista. Muita coisa foi feita, mais até do que eu poderia citar.  Parte da nossa herança também é negativa. Problemas crônicos no sistema político-parlamentar do país e uma certa elefantíase do Poder Federalista causaram problemas variados. Já com o meu reinado chegando perto do fim, é justo dizer que fomos incapazes de resolvê-los.

Mas, para os que estão intranqüilos, ou mesmo esperançosos (em uma hipótese mais simpática), é preciso que eu empenhe minha palavra: não tenho pretensões de manter o trono ou de ser aclamado novamente. Não tenho desejo e nem condições. Deverei continuar nos Açores como cidadão, súdito de um novo Rei.

As articulações políticas que pretenderam ou pretendem a minha substituição não foram por mim encaradas como traição ao rei ou ao país. Eu me dispo de toda a vaidade. São antes reflexo da minha atual condição de inativo. Como cheguei a essa condição, é assunto pessoal e macronacional. Portanto, reservo-me o direito de não entrar em detalhes. De qualquer forma, os fatos não mudam e nem serão por mim negados. Em minha defesa, direi no máximo que de outra maneira não poderia ter sido. Isso não me exime, e nem pretendo que sim . Restam minhas desculpas.

Basta saber portanto que eu sou o passado deste país, e basta-me sê-lo. Já vocês são o futuro, para o qual eu devo abrir caminho sem resistir. Ainda assim, resta-me um papel a desempenhar junto aos açorianos na pacificação do Reino Unido e na organização dos trabalhos para a resolução do atual conflito.

Assim como é preciso reconhecer que a sucessão real tardou demasiado (e todos os problemas de atividade daí resultantes são responsabilidade minha), também é preciso criticar a luta acirrada que se travou em torno da Coroa. O poder verdadeiro, transformador, não está depositado na função de Rei, mas sim na de primeiro ministro. Cargo que pode ser conquistado em eleições, mas foi surpreendentemente desprestigiado.  Aparentemente, muitos ficaram cegos devido ao brilho dourado da Coroa.  

Sobre os contendores, é preciso esclarecer o que foi posto em dúvida por partidário de ambos: I) Dom Waldir Rezende é o Delfim do Reino Unido dos Açores, herdeiro reconhecido dos direitos reais no evento de minha morte ou renúncia. II) Dom Francis Lauer é nobre açoriano, tendo recebido seu baronato ainda em 2002.

Ocorre que nem eu renunciei, nem foi consquistada a unanimidade constitucional exigida para a aclamação.

Por essa razão, eu estou convocando um Concilium de todos os nobres açorianos, aberto à participação ativa da população. Todos os nobres devem atender a essa convocação . Se não pela Lei, que os deveria obrigar, que antendam em respeito aos laços de fidelidade irrestrita que nos unem, um juramento sagrado que todos os nobres fizeram. Honrem-me com a obediência de vocês, e assim vocês honrarão a si próprios.  

O Concilium aclamará um novo monarca ou manterá em minhas mãos o direito de apontar o futuro Rei. Todas as minhas prerrogativas estarão a serviço do Concilium, deixando-me como organizador de seus trabalhos e cumpridor de sua vontade no evento da aclamação de um novo Rei.

Como todos sabem, existem duas formas constitucionais para a entronização. Uma é a aclamação unânime, a outra é a tradição (abdicação, linha hereditária e etc.). Como farei minha a vontade do Concilium, trabalharei para promover a aclamação unânime, que poderá inclusive ter caráter complementar à recente votação realizada. De outra forma, tentarei promover o Delfim do Reino Unido, ou mesmo um tertius. Não terei predileções pessoais, da mesma forma que nunca tive partido. Se tudo isso se mostrar impossível de ser executado, ouvirei e decidirei, minha prerrogativa original e primordial.

O prêmio para os postulantes ao trono é legitimidade e legalidade indiscutíveis. A contrapartida é modesta: obediência.

Por fim, gostaria que todos refletissem, como eu próprio farei, sobre os atos que serão tomados daqui para frente. Não tenho a menor intenção de promover ou aceitar que se promova qualquer ruptura.  Minha vontade sempre esteve duplamente submetida ao desejo popular e às minhas obrigações reais. Não será diferente no crepúsculo do meu reinado.

 

Paz e Prosperidade,

 






SMR Córdova III



FPRA


Saboya acusa Cláudio de manter paples

Isso mesmo, mas a notícia é antiga, mas cabe reflexão. Foi tirada do Jornal dos Açores número 02, de 03/12/2001. Como o tempo passa, e nada passa com o tempo... Ou, como o tempo passa, e ficam as mesmas coisas? Hmm... Ou seria, como passa o tempo sem passar essas coisas? Ah, analisem vocês aí... :-P ************************************************************************** "Saboya Acusa Cláudio de Manter Paples Luiz Saboya, fundador e ex-monarca do Reino de Ludônia, pediu o cancelamento de sua cidadania do Sacro Império de Reunião, micronação na qual morou nos últimos 5 meses. Em declarações ao "Jornal dos Açores" e ao "O Mensageiro", Saboya também acusou o Imperador Cláudio I de manter "paples"(cidadãos de mentira, potenciais espiões) em outras micronações. Saboya, em sua mensagem de despedida, disse que nunca mais voltará ao Sacro Império, ou pelo menos enquanto Cláudio I estiver no poder. Contudo, não é a primeira vez que Saboya sai de Reunião, e nas outras oportunidades sempre acabou voltando. O próprio Saboya classifica sua relação com Cláudio I como sendo "de amor e ódio". Saboya e Cláudio mantém uma relação micronacional complicada desde 1998, quando Saboya saiu de Reunião liderando um grande contingente populacional para fundar o Reino de Ludônia. Pouco a pouco, porém, os cidadãos de ludonianos voltaram para o Sacro Império de Reunião. Saboya, desde então, acusa Cláudio de ser o responsável por ter "afundado" Ludônia. A intenção primária de Luiz Saboya, ao sair de Reunião, era a de fundar o "Vice-Reino de Netherlands", que seria, no ato de sua criação, anexado ao Sacro Império de Westerland. As negociações entre o governo westerlander e Saboya, porém, fracassaram. O "Vice-Reino" acabou se convertendo em uma micronação independente. Cláudio ignorou as acusações de Saboya, limitando-se a perguntar, antes de saber do fracasso das negociações entre Saboya e Westerland, o porquê de um vice-reino e não de um reino independente. Segundo Saboya, o Imperador não manteria diretamente, mas incentivaria a manutenção de "paples" em todas as micronações que não tem representação diplomática reuniã e/ou fossem consideradas hostis. Saboya afirma que existem, atualmente, paples reuniãos na República de Campos Bastos e no Califado Malê do Brasil. Disse também "acreditar" que exista um paple reunião no Principado de Sofia, mas não souber identificar precisamente o nome de qualquer "paple" no Principado ou nos outros países. Cláudio limitou-se a declarar que não tem mais envolvimento com "paplismo". Há dois anos atrás, o Imperador confessou publicamente que esteve envolvido com paples em 1998, quando comandou a hilariante disputa entre os paples "Fernanda Sarmiento" e "Gilbert Molusk". Segundo Filipe Oliveira, ex-lorde protetor e "homem forte" de Reunião", as disputas entre "Sarmiento" e "Molusk" foram as grandes responsáveis pelo sucesso do Sacro Império de Reunião, pois atrairam atenção para o país, em uma jogada de marketing classificada por Oliveira como "genial"."

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais um momento Lost

Em mais um momento Lost com a ressureição de D. Ismael, mais um açoriano que sai do túmulo para colaborar com o esforço de reconstrução nacional, eu fico aqui pensando: QUEM SERÁ NOSSO BENJAMIM LINUS E OS "OUTROS"? Ao contrário do Quiz Açores não envie a resposta para o telegrapho ou a Quaex te pega! EM TEMPO: Sheikh Hilal adverte: a ordem Mukhash não tem vocação pra Dharma Initiative!

domingo, 17 de maio de 2009

Misericórdia e sabedoria

Um antigo texto meu sobre este assunto de Islam e mulher http://www.poderdapalavra.com.br/portal/misericordia_e_sabedoria

Mulheres de Luz no Sufismo - Sachiko Murata

http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/12/mulheres-de-luz-no-sufismo.html Mulheres de Luz no Sufismo O texto apresentado de seguida, da autoria de Sachiko Murata, foi inicialmente apresentado em 1999 no Congresso Internacional sobre a Mística Feminina, realizada em Ávila, Espanha. A versão a partir da qual foi efectuada esta tradução parcial foi a revista e publicada no Vol. 12 da Sacred Web. Neste ensaio, Sachiko Murata aborda sobretudo a receptividade humana para com a luminosidade divina, recorrendo à exposição da natureza metafísica das relações de género em termos daquilo que os Sufistas denominaram de “ciência da religião”, em oposição à “ciência do corpo”. Ao longo do texto, a autora aborda ainda de forma bastante profunda a simbologia do feminino e do masculino, sendo facilmente identificáveis paralelismos com outras tradições, como por exemplo o Yin e Yang da tradição chinesa. Julgo ser este, assim, um óptimo contributo para a compreensão do conceito metafísico de complementaridade das polaridades, presente no pensamento tradicional. *** O que quero aqui abordar é um outro lado da realidade feminina, o da sua ligação com a realidade da “luz”, a qual é um dos mais importantes nomes Corânicos de Deus. De acordo com o Corão, “Deus é a luz dos céus e da terra”. Aquilo que gostaria de sugerir é a razão pela qual a feminidade é essencialmente luminosa; por outras palavras, porque é que reflecte directamente a luz divina que preenche o universo. Resumindo, pretendo analisar aquilo que pode ser apelidado de “a luz da mulher” e como as mulheres – e os homens – se podem tornar “mulheres de luz”. Irei começar por citar um dos mais famosos Sufistas da história, Râbi’a, uma santa que morreu durante o oitavo século, ou seja, no segundo século de existência do Islão. Râbi’a tem sido reconhecida como uma das figuras mais importantes do início da história do Islamismo, existindo vários livros sobre ela no Ocidente. Os seus ensinamentos são frequentemente citados por diversos Sufistas, sendo universalmente respeitada como um dos grandes mestres espirituais do início da tradição Islâmica. Um dos seus mais curtos ditos que chegaram até nós é o seguinte: “Tudo tem o seu fruto, e o fruto do reconhecimento é oferecer-se a Deus.” Estas breves palavras resumem a sabedoria do Sufismo. Aludem ainda para a “luz da mulher.” No entanto, de forma a compreender como tanto conhecimento pode estar contido em tão poucas palavras, temos de olhar atentamente para o dito e reflectir nas várias referências que faz para o Corão e para as palavras do Profeta. Iniciemos a nossa análise com a palavra “reconhecimento” (ma’rifa). O que pretende dizer Râbi’a ao utilizar esta palavra, “o fruto do reconhecimento é oferecer-se a Deus”? A palavra Árabe é normalmente traduzida como “conhecimento” ou “gnose” mas, especialmente na sua forma verbal, é mais provável que signifique “reconhecimento”, isto é, relembrar conhecimento. Podemos ainda obter alguma ajuda para a compreensão do que nos quer transmitir Râbi’a de um dito de Maomé repetidamente citado pelos Sufistas nas suas obras. É habitualmente traduzido da seguinte forma: “Aquele que se conhece a si próprio conhece o seu Senhor”, ou “conheceu o seu Senhor”. Eu traduziria da seguinte forma: “Aquele que se reconhece a si próprio, reconheceu o Senhor”. Entendo que o significado destas palavras é o de que todos aqueles que verdadeiramente obtêm o conhecimento de si próprio, e que verdadeiramente relembram o conhecimento que têm do seu verdadeiro “eu”, terão verdadeiramente atingido o reconhecimento de Deus. Quando Râbi’a disse, “o fruto do reconhecimento é avançar em direcção a Deus”, teria certamente esta frase do Profeta em mente. Assim, com a palavra “reconhecimento”, ela pretendia dizer verdadeiro conhecimento e consciência do “eu” e de Deus. Em relação ao “oferecer se” (iqbâl), ela teria sem dúvida em mente o uso desta palavra no Corão. A melhor forma de compreender o seu significado será, provavelmente, através da análise da história de Moisés e da sarça em chamas. O Corão diz-nos que Moisés ficou assustado depois de ter atirado o seu bastão ao chão e deste se ter transformado numa serpente. Deus disse-lhe, “Moisés, oferece-te e não temas. Certamente estás entre os que estão seguros” (28:31). Em resumo, ao usar a palavra “oferecer-se”, Râbi’a sugere que aqueles que reconhecem Deus avançarão em Sua direcção, serão abraçados por Ele, e serão libertos de todo o receio. Depois de terem sido libertos do medo, eles estarão seguros. Estarão, assim, entre aqueles a que o Corão se refere como awliyâ ou “amigos” de Deus: “Seguramente os amigos de Deus – eles não terão qualquer medo nem se afligirão” (10:62). Um segundo dito do Profeta contextualiza ainda mais as palavras de Râbi’a. De facto, acredito que ela estivesse a reafirmar este dito profético por outras palavras. O profeta disse: “Conhecimento sem prática é como uma árvore que não dá frutos”. Quando Râbi’a afirma que “Tudo tem o seu fruto, e o fruto do reconhecimento é oferecer-se a Deus”, ela está a referir-se ao conhecimento e prática que foram delineados pelo Corão, pelo Profeta e pelos seus companheiros. O objectivo de todo o conhecimento religioso é reconhecer Deus, e o objectivo de toda a prática é de oferecer-se a Deus, encontrá-Lo, tornar se Seu amigo e viver sem receio. A prática correcta corresponde à imitação do Profeta seguindo a Shariah (a lei revelada) e cumprindo a Sunna, o modelo exemplar que ele estabeleceu durante a sua vida. Resumindo, Râbi’a afirma que, comandando as pessoas a perseguir o conhecimento, o Corão e o Profeta estão a dizer-lhes para procurarem e reconhecerem Deus nelas próprias e em todas as coisas, e para obterem total consciência do que estão a reconhecer; e, ordenando-as a praticar, dizem-lhes para se oferecerem sinceramente a Deus e para abandonarem todas as distracções deste mundo. Isto, afirmo, é praticamente a definição de Sufismo, uma vez que aponta para a concentração única em Deus que todos os verdadeiros Sufistas procuram atingir, uma concentração que combina um adequado conhecimento da natureza das coisas com uma adequada actividade. * Vou agora abordar a questão da “luz”. É necessário começar por referir que na tradição Islâmica, e sobretudo na versão focada desta tradição conhecida como Sufismo, nada pode ser compreendido enquanto não situado em relação a Deus. Deus é a Realidade criadora do universo e o ponto de referência absoluto. Se não compreendemos como algo está relacionado com esta Realidade Última, então é porque não a compreendemos. Ou melhor, não a reconhecemos por aquilo que é. Assim que “reconhecermos” o que é, tal implicará “oferecer-se a Deus”, como Râbi’a o afirma. Usando a terminologia Islâmica, existem duas formas básicas para a compreensão ou dois tipos de conhecimento. Tal como se diz ter afirmado o Profeta: “O conhecimento é de dois tipos – conhecimento do corpo e conhecimento da religião.” O conhecimento do corpo é o conhecimento comum que obtemos através do nossos próprios meios. Permite que nos orientemos para o mundo nos termos do mundo. O outro tipo de conhecimento permite que nos orientemos em direcção a Deus. O primeiro tem uma utilidade temporária, de nada nos servindo após a morte. Quando o Profeta disse que o conhecimento exige a prática como seu fruto, ele referia-se ao verdadeiro conhecimento da natureza das coisas e à prática verdadeira, ou seja, aquela que traz benefícios permanentes ao ser humano e não apenas temporários. Os verdadeiros benefícios e os verdadeiros frutos só podem ser obtidos através do segundo tipo de conhecimento, o conhecimento da religião. Se questionássemos Râbi’a ou qualquer outro Sufista sobre as “mulheres de luz”, eles começariam por falar sobre a luz do ponto de vista do conhecimento da religião. Eles nos diriam para não nos preocuparmos tanto com o conhecimento do corpo que nos mantém ocupados com os nossos preconceitos sobre a sociedade e a psicologia, e com os nossos próprios conceitos como os de “justiça” e “igualdade”. Eles nos diriam que se querermos compreender as mulheres, ou se queremos compreender os homens, devemos pedir a Deus que permita que nos reconheçamos a nós próprios e que reconheçamos o nosso Senhor. Devemos orar a Deus com as Palavras de Maomé, “Deus, mostra-nos as coisas como são”. Todos os seres humanos, quer sejam homens, quer sejam mulheres, tem o mesmo objectivo na vida. Este objectivo é conhecer a Luz suprema e ser iluminado por ela. Para reconhecer a Luz suprema é necessário que nos reconheçamos a nós próprios. Temos de saber quem somos e como estamos situados em relação à Realidade Última. “Aquele que se reconhecer a ele próprio reconhece o seu Senhor”. De forma a conhecer Deus como Luz, é necessário que nos reconheçamos como luz. Numa famosa oração do Profeta é dito: “Deus, coloca no meu coração uma luz, na minha audição uma luz, na minha visão uma luz, na minha mão direita uma luz, na minha mão esquerda uma luz, à minha frente uma luz, atrás de mim uma luz, sobre mim uma luz, sob mim uma luz, e faz de mim uma luz.” Nesta oração, o Profeta pede a Deus que lhe mostre a luz que ele possui nele próprio porque ele foi criado a partir da Luz Suprema. Só quando encontrarmos luz em nós próprios podemos reconhecer Deus como Luz. * Regressemos agora ao tema da “mulher”. O que é que estabelece a relação entre a mulher e a luz, de tal forma que possamos falar de “mulheres de luz”. Em termos do Sufismo, tal mulher seria alguém que teria sido em tal medida transformada por conhecimento e prática que Deus lhe teria dado luz no seu coração, na sua audição, na sua visão, etc., tendo Deus a “feito uma luz”. Uma forma de compreender o que são as “mulheres” é as conceptualizar em relação aos seus opostos. Assim, as mulheres podem ser compreendidas em relação aos homens, e os homens em relação às mulheres. Quais são então as qualidades e atributos contrastantes que nos permitem distinguir as mulheres dos homens? Regra geral, o pensamento Islâmico entende a masculinidade como uma qualidade de actividade, controlo, autoridade, domínio, força, poder e grandeza. A feminidade manifesta as qualidades complementares – receptividade, aquiescência, submissão, entrega, fraqueza, cedência, humildade. Quando Deus é entendido em oposição ao mundo, Ele é tipicamente caracterizado em termos de atributos masculinos, uma vez que ele é omnipotente e tem controlo total sobre todas as coisas. Em contraste, quando o mundo é caracterizado em relação a Deus, este é entendido em termos de qualidades femininas, pois não tem nada para além de receptividade. Este não pode ter qualquer actividade própria, apenas pode receber de Deus. Isto não é o mesmo que dizer que não tem actividade, mas sim que apenas obtém actividade através da aquisição das actividades do Senhor, o qual é o único Actor. Quando as criaturas de Deus recebem a actividade do Senhor e estão cientes da sua recepção, nessa altura podem ser os Seus servos perfeitos, agindo como Deus quer que eles ajam. É claro que Deus tem em Si próprio qualidades masculinas e femininas, Ele é masculino quando é o Irado, o Severo, o Poderoso, o Tirador de Vidas, o Humilhador. Por outro lado, Ele é feminino quando é o Misericordioso, o Tranquilo, o Receptivo, o Dador de Vida. Tal como Deus é descrito em termos de uma polaridade de atributos masculinos e femininos, o mesmo acontece frequentemente com o universo. O Céu é ascensor, dominante, controlador e masculino. A terra corresponde a descida, é subserviente, receptiva e feminina. Muitas passagens poderiam ser citadas a partir de obras Sufistas que descrevem o universo como conjuntos de pares contrastantes ordenados de uma forma hierárquica de Deus para o mundo. Nestas descrições, o atributo mais elevado e dominante é representado como masculino, enquanto que o atributo inferior e receptivo é representado como feminino. No entanto, o género de algo não é fixo, uma vez que muda na medida em que o vemos como receptivo para algo mais elevado ou activo em direcção ao inferior (e.g., o céu é feminino em relação a Deus mas masculino em relação à terra). Da mesma forma, os ensinamento psicológicos Islâmicos – os quais correspondem a descrições do ser humano saudável e completo – utilizam o imaginário do masculino e do feminino para descrever a natureza do “eu” humano. O “eu” ou alma é entendido como constituído por vários níveis, cada um destes com uma relação particular com os restantes. Usualmente, o “eu” é descrito como um microcosmo espelhando a estrutura vertical do macrocosmo. Quando a alma é entendida como uma hierarquia de níveis, o seu nível mais elevado é o intelecto, e este, na terminologia Islâmica, é uma “luz”. O Profeta disse, “A primeira coisa que Deus criou foi a minha luz,” e disse ainda, “A primeira coisa que Deus criou foi o Intelecto”. Os Sufistas designam esta primeira luz como o “Primeiro Intelecto” e a “Realidade Maometana”, e consideram-no o protótipo do universo e da alma individual, do microcosmo e do macrocosmo. O paralelismo com a doutrina Cristã do Logos é comummente referido. Quando o Profeta pediu a Deus para que Ele “faça dele uma luz”, ele pedia a Deus que fizesse com que a luz dos mais altos níveis do seu ser, o intelecto, dominasse sobre todos os restantes níveis inferiores do seu ser, incluindo o seu corpo. Quando ele pediu a Deus que colocasse uma luz no seu coração, na sua visão, na sua audição, e em todos as partes do seu corpo, ele pedia a Deus que lhe revelasse a luz essencial da sua própria realidade, a qual foi a primeira coisa criada por Deus. O Profeta mostra a todos os seres humanos, os quais foram criados da mesma luz essencial, que eles apenas podem atingir a sua própria perfeição e reconhecer-se verdadeiramente a si próprios, se a luz escondida da sua própria essência fluir a partir do seu centro e conquistar a sua escuridão. * Outro famoso dito profético sugere algo sobre a natureza da luz que o Profeta pede a Deus que brilhe sobre ele. Estas são as palavras que explicam o que acontece quando o servo realiza todas as suas tarefas através do reconhecimento do seu ou da sua vassalagem para com Deus. Quando o servo se oferece a Deus através da prática que Deus lhe exige, este acto faz descer o amor de Deus. Nesta haddith, o Profeta releva-nos que Deus diz, “Quando Eu amo o Meu servo, Eu sou a audição pela qual ele ouve, a visão pela qual ele vê, a mão com que ele segura e os pés com que ele caminha.” É importante não esquecer que estas palavras são proferidas por Deus, a Luz dos céus e da terra. Quando Deus ama o Seu servo, o servo é preenchido com a luz de Deus. Quando Deus preenche o Seu servo com a sua luz, o servo ouve com a luz de Deus, vê com a luz de Deus, caminha com a luz de Deus, segura com a luz de Deus. Por outras palavras, Deus colocou uma luz nos seus olhos, uma luz nos seus ouvidos, uma luz em todas as partes do seu corpo e transformou-o numa luz. * Para conhecer a natureza da luz é necessário reflectir um pouco sobre o seu oposto, a escuridão. A Luz das luzes é Deus, e luz é inteligência, entendimento, e a fonte de toda essa percepção e compreensão. Daqui se deduz que “escuridão” é a ausência de Deus, a ausência de inteligência e a ausência de percepção e compreensão. No entanto, nada pode estar totalmente ausente da presença de Deus ou destas qualidades, caso contrário não existiria. Isto significa que o único oposto de Deus é a própria inexistência, o que não existe. Assim, Deus não tem oposto. Por outras palavras, não existe algo como “absoluta escuridão”. No entanto, existe algo como “absoluta luz”, Deus. Se não existe escuridão absoluta, existe, no entanto, muita “escuridão relativa”. Todos nós sentimos escuridão relativa a maior parte do tempo. É a ignorância, a falta de entendimento, a inconsciência, estupidez, fealdade e o mal, tão obviamente em nós e nos outros. Eu sugeri aquilo que uma “mulher de luz” poderá ser, mas poderemos falar também de uma “mulher da escuridão”? É claro que podemos. Não existe qualquer garantia que uma mulher – ou um homem – irá revelar a luminosidade divina. Na terminologia Islâmica, falar de “mulheres de escuridão” seria discutir a receptividade ao mal, ou a qualidade de aquiescência onde ela não deveria existir. Receptividade para com a luz é positivo, mas a receptividade para com a escuridão é a fonte de toda a ignorância e fealdade. Em resumo, não pretendo sugerir que o pensamento Islâmico entende o princípio feminino como necessariamente luminoso. Na sua essência é luminoso, mas pode ser pervertido e obscurecido. Da mesma forma, o princípio masculino é essencialmente luminoso podendo, no entanto, ser pervertido e obscurecido. Se considerarmos o feminino e o masculino em termos dos critérios mais comuns, ou seja, em termos da “ciência do corpo”, veremos que, quer um quer o outro, podem ser bons ou maus, dependendo dos padrões que adoptarmos para o nosso julgamento. Tudo depende do critério que escolhemos. A este nível, tudo é uma mescla obscura de luz e escuridão, sem quaisquer padrões que permitam distinguir entre a luz real e a escuridão real. No entanto, os Sufistas preferem considerar o feminino e o masculino em termos da “ciência da religião”, ou em termos do verdadeiro reconhecimento. Só assim podem falar do bem e do mal, da luz e da escuridão, em termos reais. Deste ponto de vista, a luz da mulher aparece em todas as coisas do universo que manifestam a luz de Deus através da sua submissão à actividade criativa de Deus. Nesta perspectiva, todas as coisas são mulheres luminosas, uma vez que todas as coisas se submeteram a Deus e O servem como Seus servos. Ser um servo de Deus é ser uma mulher perante Deus. Quando o mundo é entendido simplesmente como uma criatura de Deus, não existem mulheres de escuridão, pois tudo é um sinal de Deus, uma manifestação do poder criador de Deus. Ao nível humano, no entanto, é necessário distinguir entre “mulheres de luz” e “mulheres de escuridão”. Mulheres de luz são todos os seres humanos, homens ou mulheres, que se submetem livremente aos ensinamentos e vias de Deus. Mulheres de escuridão são todos os seres humanos, homens ou mulheres, que se submetem livremente a qualquer coisa que os afaste de Deus. Ao usar o termo “submissão”, tenho em mente a palavra árabe islâm. No Corão, existem dois tipos básicos de muçulmanos, ou seja, dois tipos básicos de criaturas submissas a Deus. Por um lado, todas as coisas criadas são muçulmanas, uma vez que todas são Suas criaturas. O Corão diz, “Para Deus se submeteu [islâm] todas as coisas nos céus e na terra” (3:83). Por outro lado, as únicas criaturas que merecem ser apelidadas de muçulmanas são os seres humanos que livremente se submetem a Deus seguindo um dos 124 000 profetas enviados por Deus à raça humana. Assim, na terminologia do Corão, ser um verdadeiro muçulmano implica a submissão livre a Deus e receptividade para com a Sua luz orientadora. A primeira coisa solicitada a alguém que queira ser verdadeiramente muçulmano é que aceite livremente que é uma “mulher”, no sentido da palavra que tenho usado. Não podemos ser totalmente humanos sem nos rendermos totalmente a Deus, ou seja, não podemos ser totalmente humanos sem actualizarmos a luz da feminidade. Através da entrega a Deus, “oferecemo-nos” a Deus e afastamo-nos de toda a escuridão da feminidade, a qual aumenta quando nos oferecemos ao mundo e não a Deus. Visto em termos da sua natureza criada, todos os seres humanos são “femininos” antes de terem quaisquer outras qualidades, o que equivale a dizer que eles são inicialmente entregues e submissos ao comando criador de Deus. Como todas as restantes coisas, eles chegaram a Deus como servos e obedecem Lhe em absoluto. As dificuldades surgem na nossa condição humana quando não conseguimos ver que somos por natureza mulheres, ou quando pretendermos ser homens quando na realidade somos mulheres. Em relação a Deus, todos os seres humanos devem escolher ser mulheres. A forma de alcançar este objectivo é reconhecer a nossa própria receptividade e natureza por aquilo que é. Assim que reconhecermos a nossa natureza feminina, teremos reconhecido o domínio e a autoridade do nosso Senhor. Só assim podemos compreender a hadith sobre o reconhecimento do “eu” como significando o seguinte: “Quem reconhecer a feminidade do seu próprio “eu”, reconheceu a masculinidade do Senhor”. Quem sabe que ele ou ela é na verdade uma mulher, compreendeu que Deus é a origem de todo o poder e autoridade e que apenas Deus merece ser apelidado de “senhor”, “mestre”, e “homem”. Como comentário final, vou voltar ao dito de Rabi’â com o qual comecei. “Tudo tem o seu fruto, e o fruto do reconhecimento é oferecer-se a Deus.” Rabi’â está simplesmente a dizer que quando as pessoas se reconhecem a elas próprias por aquilo que verdadeiramente são, elas não terão outra alternativa senão oferecer-se a Deus, uma vez que Deus é a origem dos seus “eus” e de todas as coisas. Elas não terão outra alternativa senão renderem-se a Deus de livre vontade. Mas, ao fazê-lo, cada uma delas, homem ou mulher, serão uma mulher de luz. Autor Miguel Conceição às 23:33 Temas: Islamismo, Simbologia, Sufismo

Dicionário de Mitologia Grega (em inglês)

Jenny March - Cassell's Dictionary of Classical Mythology
Tribuna dos Açores no. 19

sábado, 16 de maio de 2009

Bem off topic: Conferência de Comunicação

Alguém por aí está participando pra tocarmos alguma figurinha?

Clientelismo

Acho que nem todo novato acha mais importante ter um alto cargo do que aprender o que fazer com ele. É minoria mas a minha opiniào é a de que sào os únicos que realmente valem a pena. E podem me taxar de elitista à vontade!

Minha coluninha no Tem Mouro na Costa, ja nas bancas

A ediçào já está nas bancas, até com artigos mais sérios

Altos e baixos

Semana complexa no Chandon com boas discussões no começo da semana, reclamações sobe o volume de mensagens no meio, avalanche de futilidades no final.

Fariseus

Muitos cidadãos veteranos reclamaram do volume de mensagens que afastaria os novatos. Curiosamente os poucos novatos que se manifestaram não pareceram se incomodar tanto quanto eles.

Fariseus II

Também curioso que em geral os que mais reclamaram foram os que mais postaram mensagens de estrito interesse pessoal e acaram levando o Chandon no final da semana a parecer alguma comunidade orkutica de amigos sem qualquer relação com o micronacionalismo. Só faltaram os jogos.

Revelações

Houve até um presidente de partido que fez questão de deixar claro que considera qualquer filiação ao seu partido muito mais importante do que algo que aconteça no governo ou em qualquer região. Não que todos á não soubessem que ele pena assim, mas não precisava ter um acesso de sinceridade e confessar em praça pública.

Shadow Cabinet

Continua sendo rara a presença de ministros e outras autoridades executivas no Chandon dizendo o que estão fazendo ou anunciando algum projeto novo. As exceções ficam por conta da Secretaria de Saúde e do Ministério da Educação, incluindo aí a animada atividade da Universidade de Reunião.

Discretos

Também foi discreta o início da discussão na APQ (Assembléia Popular dos Qualikatos – Poder Legislativo Reunião) do plano de governo do premier De Simone, iniciado na quinta-feira. Por mais importante que seja esse debate ele nòa chegou ainda ao Chandon.

Sinal trocado

Não deixa de ser curiosa a inversão que faz os debates na Câmara aristocrática do Egrégio Conselho Imperial de Estado serem exaltados e emocionais e os da câmara plebéia eleita pelos cidadãos, a APQ, serem discretos e comedidos.

Princípios

Alguém já disse que s princípios valem principalmente quando não inconvenientes. Assim nào deixa de ser estranho as iniciativas que visam burlar a limitação do aristocrático Egrégio legislar sobre questões infra-constitucionais partir justamente de nomes de esquerda que tem com bandeira a limitação do poder do Egrégio e fortalecimento da APQ, com no caso da recente emenda contra ideologias extremistas, felizmente reprovada por não ter atingido o quórum necessário à aprovação.

Forças Ocultas?

As listas do Chandon e do Telegrapho estão muito, muito lentas. Será moderação ou dificuldade técnica? Bom, no ritmo de clube orkutico de amigos que anda o chandon neste final de semana não faz muita diferença.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

isto é só um teste



ligaçào entre o blog e a lista

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Visite também a Ribat Mubarak, sé da Ordem Mukhash,
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Notas para um dicionário de micronacionalistês

Explicando pra Márcia o significado oculto de alguns elogios micronacionais: Há tempos um novato não se posiciona com tanta atitute na lista: Estou desconfiando que na verdade você é paple de algum vetereno. Você conseguiu captar muito rapidamente como as coisas funcionam, continue assim: Tenho certeza que você é um paple e vou investigar mais.

Mapa Astral

Se você pedir com educação e enviar seus dados é bem possível que o bartender Omar Khayyam lhe calcule o mapa astral. Infelizmente ele não fornecerá nenhuma interpretação, o que torna o mapa astral inútil a não ser como elemento decorativo. Vendo este mapa até escrevi há algum tempo um poeminha:

Elementos

Meu mapa astral brinca comigo Dizendo que a emoção transborda E me asfixia a falta do pensamento, Sobra água e falta ar.

Graças a deus não creio nestas coisas, Senão ia achar que não sou Um jornalista que nas horas vagas brinca de ser poeta Mas um poeta que para ganhar o pão banca o jornalista!

Elementos

Cheats do Hattrick

Encontrei esta página com algumas dicas fantásticas de como trapacear no Hattrick, usem por sua conta e risco: Cheats para o hattrick (em inglês) Testei a prmeira delas e realmente funciona!